Detalhes
Sobre o autor
R. Freitas é autodidata, aquele tipo de indivíduo raro de se encontrar. Sozinho teve que buscar modificar um destino que já parecia certo, ou melhor, errado. Filho de pais separados, sua mãe buscou sozinha o sustento dos dois filhos. R. Freitas ficou a maior parte da sua infância abandonado à própria sorte, tendo como amigos o bem e o mal. Por um tempo morou na roça com a avó, que já tinha outros quatorze para cuidar. Foram poucos os momentos de qualidade que teve com sua geradora e com sua avó, entretanto, esse tempo foi importante para imprimir na sua cachola de um guri de 12 anos o que é certo e errado, o que nos faz bem, e o que nos faz mal, o fio tênue entre a vida plena e a morte certa. Não fez faculdade, mas nem por isso deixou de se interessar pelo conhecimento. Leitor assíduo de tudo quanto é informação, a cabeça que não descansa. Em suas entranhas tem o sangue do brasileiro lutador, que não desiste nunca, capaz de colocar dentro do coração o mundo. Hoje, é pai de quatro filhas e sabe que a maior herança que pode deixar para elas é seu exemplo de vida e a instrução escolar.
Sobre a obra (pelo autor)
Quando o editor me pediu para fazer uma sinopse deste livro parei para pensar como poderia fazê-lo e, por alguns dias fiquei nesta dolorosa tormenta de tentar resumir o que já havia resumido da melhor forma possível toda a historia daquela pequena sociedade de jovens, onde convivi dos meus 12 aos 19 anos e colocar todos os personagens em seus devidos lugares, seria o mesmo que dizer; que o maior é o mais grande. Então leitor a única forma de descobrir as verdades das minhas palavras será mergulhar de cabeça na reunião dessas folhas impressas e tentar por si próprio tirar suas próprias conclusões, pois ninguém pode fazer isso por você. Uma das poucas coisas que aprendi é que quando somos jovens temos a facilidade da natureza de entorpecer todos os sentimentos, a única coisa que posso lhe dizer neste momento é; BOA SORTE.
Comentários do autor
Quantos pecados tínhamos que pagar para atravessar o subterrâneo da mente, os rios infernais, suas cidades, monstros e demônios, até chegar do outro lado e ver o prazer de viver. Talvez os portais estejam fechados, talvez seja tarde para purificar a alma, talvez não tenhamos permissão para prosseguir adiante, estamos morrendo com as drogas e já não percebemos que o coveiro, aos poucos vai construindo nossa casa mas solidamente que o pedreiro; não percebemos que aquela cova será nossa morada eterna até o juízo final.
“Uma enxada e uma pá bem resistente,
Mais um lençol bem feito
E uma cova de lama indiferente,
Fazendo do hospede o leito.” (Shakespeare)
Assim víamos as nossas madrugadas num retrato melancólico do vicio. Se era certo ou errado, ignoro, como ignoro a própria realidade. Simplesmente fechamos os olhos ante o desenrolar da catástrofe no espaço e no tempo de nossas vidas, gênios retraídos, personagens sobre efeito da bruxaria, por feitiços e drogas adquiridas de embusteiros, malditos mercadores de almas.
"Jovem tão tímido,
De espírito sossegado e calmo,
Que corava
De seus próprios anseios!"

